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Literatura


 









 

''TALES OF THE
DOMINION WAR"

Escrito por Keith R.A. DeCandido (Editor), e autores selecionados

Publicado por Pocket Books em 2004

Formato: Paperback

S�rie: Deep Space Nine e universo geral de Jornada nas Estrelas

P�ginas: 370
 
Review por Leandro M. Pinto
 
Desde meados de Jornada nas Estrelas: Deep Space Nine, diversas quest�es sempre estiveram presentes ao fandom: como a guerra est� afetando a Federa��o como um todo? Onde est� Picard e a Enterprise? Como est� a Terra? Onde estar� os alumnis de Série Clássica que ainda vivem na era de A Nova Geração? E quanto aos personagens conhecidos e desenvolvidos na literatura da franquia, que mesmo n�o-can�nica, formam um rico universo por si mesma?

Todas quest�es v�lidas, e � com a inten��o de as responder que Keith R.A. DeCandido teve a iniciativa de editar a colet�nea de contos Star Trek: Tales of the Dominion War, com nada menos do que doze hist�rias curtas demonstrando como diversos personagens gerais da franquia estavam envolvidos na Guerra Dominion, como a pr�pria tripula��o da Enterprise, a tripula��o da Excalibur da s�rie Star Trek: New Frontier, o Embaixador Spock, e assim por diante.

Os colegas de fandom que j� conhecem meus trabalhos no Trek Brasilis sabem que apesar de ter em Deep Space Nine minha s�rie favorita na franquia, n�o sou muito f� da Guerra Dominion, por a ter considerado um arco de trama sofr�vel, quando muito, e que retrata um conflito pol�tico, econ�mico, social e militar mal desenvolvido e mal retratado. Apesar de tudo, sempre me interessei por ler Tales of the Dominion War pelas mesmas quest�es gerais do fandom, e assim, uma revis�o dos contos do livro est� na ordem do dia para compartilhar um pouco do livro com os leitores do Trek Brasilis. Vamos a ela.

O conto de abertura de Tales of the Dominion War, What Dreams May Come, de autoria de Michael Jan Friedman, � t�o curto que talvez seja poss�vel este artigo do TB ser quase t�o longo, sen�o mais. What Dreams May Come � focado em oficial federado de Jean-Luc Picard quando este serviu como Capit�o da USS Stargazer, como visto na s�rie de livros Star Trek: Stargazer. Basicamente, a trama lida com a ocupa��o Dominion de um planetinha com civiliza��o pr�-dobra. Ter um final previs�vel que d� para se notar a um parsec de dist�ncia n�o � algo que cai bem para um conto t�o curto. Acontecimentos se desenrolam durante o per�odo entre A Call to Arms (final da 5T de DS9) e A Time to Stand (in�cio da 6T), no in�cio da guerra.

Night of the Vulture, escrito por Greg Cox, conta a hist�ria de como um dos operativos Dominion posicionados na Terra se apossou de dados federados sobre como botar abaixo o campo minado que fecha o wormhole Bajoriano, e o posterior translado deste cidad�o e valioso segredo para Terok Nor. Agradou-me particularmente o fato de que uma das velhas e boas entidades gasosas de Série Clássica (Beta XII-A de "Day of the Dove") aparece em um conto liter�rio moderno da franquia, uma aproxima��o no m�nimo inusitada, at� onde sei. Mas a trama lida demais com velhas conven��es, particularmente de DS9: a unidade Cardassiana/Dominion retratada na hist�ria parecia uma descarada c�pia-carbono de Dukat/Damar com a Fundadora e Weyoun, mais JemHadar gen�ricos. Exceto pela entidade gasosa e fazer alguma refer�ncia a background de "Favor the Bold" (6T de DS9), que foi a sua equival�ncia de per�odo com o arco da guerra, nada mais acrescentou de novo ao todo do conflito.

O terceiro conto do livro, The Ceremony of Innocence is Drowned, escrito por Keith R.A. DeCandido, trata-se de um prel�dio do livro da Pocket Books Star Trek: The Battle of Betazed, e retrata os primeiros momentos da invas�o Dominion de Betazed, e como isto foi enfrentado por Lwaxana Troi. Hist�rias com a m�e de Deanna Troi nunca est�o entre as favoritas do fandom, � verdade, mas achei esta aqui valiosa por ter sido um agrad�vel conto orientado a personagem, e tendo lido previamente The Battle of Betazed, devo admitir que o conto me pareceu terreno familiar. Se passa durante os acontecimentos de "In the Pale Moonlight", 6T de DS9.

Blood Sacrifice, escrito por Josepha Sherman e Susan Shwartz, � a oportunidade para a apari��o do bom e velho Embaixador Spock, presen�a que seria fatal em uma colet�nea com a inten��o de Tales of the Dominion War. A trama lida com Spock, em sua miss�o no underground romulano, recebendo uma discreta visita de Ruanek, um oficial Romulano que Spock ajudou a desertar para Vulcano durante os eventos do livro Star Trek: Vulcans Forge, e que desde ent�o tem sido um valioso aliado. O romulano e o vulcanos se unem em uma investiga��o sobre o recente assassinato do Imperador Romulano Shiarkiek, e como isto estar� influenciado a participa��o Romulana no conflito. � um conto sobre Spock by-the-numbers: temos as franzidas de sobrancelha, temos porcentagens com tr�s casas decimais, temos cita��es a velhos amigos, temos algo fascinante pelo caminho e pora� afora. Sempre terreno familiar, e embora eu n�o veja problema algum nestes elementos, teria sido adequado mais elementos novos sobre a intera��o de Spock em Romulus. Como � de se esperar, o conto se desenrola durante os eventos de "In the Pale Moonlight".

O formato de �entradas de di�rio� de Mirror Eyes, de Heather Jarman e Jeffrey Lang, quinto conto de Tales of The Dominion War, nunca foi um formato que me agrada particularmente, mas at� que rendeu bom conto e foi adequado para o cen�rio, considerando a natureza oculta de �Seret�, uma operativa Romulana infiltrado em for�as Federadas, e que acaba tendo mais do que se alistou, quando tem que ajudar o corpo m�dico federado em DS9, liderado por Bashir, em erradicar uma doen�a entre os vulcanos. Uma turma de peso entra na briga, e fique de olho pelas apari��o da Dra. Beverly Crusher e seu desafeto EMH Mark I, a vers�o do �Holodoc� da Enterprise, e at� mesmo Phlox ganha men��o pelo seu trabalho com pragas vulcanas. Almirante McCoy tamb�m d� as caras, mas n�o ser� a �ltima vez no livro, esteja certo.

Twilights Wrath, escrito por David Mac, � de muitas maneiras uma prequel de Jornada nas Estrelas: N�mesis, pois lida centralmente com Shinzon, partindo do gancho de informa��o deixada por Will Riker durante o filme, quando ele afirmou que Shinzon havia realizado cerca de uma d�zia de engajamentos para os Romulanos durante a guerra Dominion. Em Twilights Wrath, aprendemos que estes engajamentos foram combates de infantaria liderando uma unidade composta por Remanos. Na miss�o retratada no conto, um ataque suicida contra uma instala��o da Tal�Shiar tomada por for�as Dominion, Shinzon consegue a oportunidade para levar adiante sua agenda de inten��es em rela��o aos Remanos, e in�meros elementos que viriam a estar no filme se fazem presente. O problema b�sico de Twilight�s Wrath � basicamente um dos de N�mesis, que � ter que considerar um personagem raso como um pires como um sujeito Maior que a Vida, e muitas das incoer�ncias do filme conseq�entemente tem que estar presentes em Twilight�s Wrath, como, por exemplo, uma superestima��o dos Remanos, aqui vistos em um violento enfrentamento de infantaria contra JemHadars em mais um exerc�cio da obsess�o da franquia por armas brancas. Bem escrito, mas me fez rolar os olhos de impaci�ncia mais do que seria saud�vel para uma hist�ria destas.

Em Eleven Hours Out � onde no livro encontramos Jean-Luc Picard e tripula��o, mas n�o todos ao mesmo tempo: enquanto Picard e Troi estavam em S�o Francisco esperando Riker liderando a Enterprise chegar Terra, os mais novos aliados Dominion, os Breen, tamb�m resolvem fazer a sua visita, o que resulta no ataque � Terra mencionado no in�cio de "The Changing Face of Evil", 7T de DS9. Disparado, o melhor conto do livro � a��o na Terra � coisa que sempre me agrada, e o autor Dave Galanter acertou a martelada na cabe�a do prego, dando o meu estilo favorito para isto, integrando Picard, e um grupo de alferes que arregimentou no Comando da Frota, tomando as r�deas da defesa planet�ria, com notici�rio de ag�ncias privadas de not�cias reportando, entre outras coisas, que o Prefeito vulcano, nada menos, de S�o Francisco, pedir aos governos da Calif�rnia, ao dos EUA e ao da Terra Unida a presen�a da FEMA, Guarda Nacional, Cruz Vermelha Federada e a equivalente vulcana e assim por diante. Uma �tima combina��o de elemento familiares a n�s e familiares a franquia. E o autor ter colocado como tripula��o da Columbia, a nave que ajuda a Enterprise a mais uma vez defender a Terra, os nomes da tripula��o da miss�o STS-107 do �nibus espacial Columbia foi um b�nus que achei simplesmente excelente, embora sou suspeito para falar, tendo assistido em pessoa o �ltimo lan�amento da Columbia na miss�o STS-107.

Ningu�m menos do que o almirante McCoy e o capit�o Scotty s�o os principais federados que acompanhamos em Safe Harbors, escrito por Howard Weinstein em primeira pessoa narrada por McCoy. No caso, o m�dico e o engenheiro retornavam para a Terra quando tiveram que parar no neutro planeta de Bakriill para repararem seu Runabout, bem como a tripula��o da Saladin, uma classe Defiant que depois de dura luta contra JemHadars, faz o mesmo. E assim, temos boa narrativa de McCoy contando como foram recebidos pelosBakriill, as impress�es do m�dico a respeito da vida nesta era de guerra, das suas impress�es da segunda em comando da Saladin, a Comandante Rivera, que assumiu a nave depois da morte da Capit�o da Saladin. Tudo bem encaixado no que esperamos do bom doutor e do velho engenheiro da Enterprise original. O per�odo n�o � dos mais seguros, tamb�m, com ambas as naves estando a caminho da Terra exatamente durante o ataque Breen.

Field Expediency, de Dayton Ward e Kevin Dilmore, � a oportunidade para a s�rie de livros Star Trek: Starfleet Corps of Engineers fazer sua participa��o em Tales of the Dominion War, com o time de engenheiros designados para a USS daVinci, nave da classe Sabre, tentando recuperar de destro�os de uma nave Breen um prot�tipo de equipamento de comunica��o para ajudar a Frota a quebrar os c�digos Dominion. Os Breens n�o v�o ceder a prenda de maneira f�cil, contudo, e engajamentos em espa�o e no planeta ocorrem. N�o posso comentar o quanto se destaca este conto em rela��o aos demais da s�rie SCE da Pocket Books, mas o visto aqui em Field Expediency n�o � mal � considerando que se tratava de uma hist�ria de engenheiros, o tecnobable envolvido soou apenas com ru�do branco, e o engajamento dos infantes federados acompanhando eles n�o foi p�ssimo, como costuma ser situa��es deste tipo na franquia.

Com um t�tulo destes, n�o � surpresa que A Song Well Sung seja o vetor Klingon em Tales of the Dominion War, com a apari��o do capit�o Klag da IKS Gorkon, de s�rie do mesmo t�tulo pela Pocket Books. Tamb�m n�o me foi surpresa que o conto infelizmente acabou sendo mais do mesmo �Klingon Klaptrap�, ou seja, o processo de idiotiza��o a qual foi submetida esta esp�cie desde meados de A Nova Geração: descerebrados bidimensionais que vivem a viol�ncia pela viol�ncia em si, com as palavras de sangue, morte, honra, batalha e afins sendo usadas de maneira t�o sem sentido que a coisa at� perde significado. Em A Song Well Sung, temos Klag, ainda como XO da IKS Pagh, e depois de uma queda da nave em um planetinha, ele e sua bathlet v�o contra mais outros soldados descerebrados desta guerra, os JemHadar � e nada de bom podia resultar disto, mesmo.

A trama de Stone Cold Truths, escrita por Peter �New Frontier� David, � recontada pelo retirado oficial federado Zak Kebron bem no futuro, nada menos que 150 anos ap�s o fim da Guerra Dominion. Devido a USS Excalibur ter passado dezoito meses �desaparecida� por fen�meno temporal de conveni�ncia, em eventos visto na �Double Time�, HQ baseada na s�rie Star Trek: New Frontier, Kebron relata a seu filho suas mem�rias do �nico grande engajamento que a USS Excalibur teve na Guerra Dominion, que envolveram uma ave-de-rapina Romulana e uma nave federada capturada por Cardassianos. Mas o ponto forte de Stone Cold Truths ocorre na a��o de Kebron relatando os eventos, e n�o nos eventos em si, e a maneira que o ex-oficial federado faz isto.

E, finalmente, com Requital, escrito por Michael A. Martin e Andy Mangels, chegamos ao final de Tales of the Dominion War. Sinceramente � e muitos outros f�s da franquia v�o me odiar por dizer � eu estava esperan�oso que elementos daquele rid�culo peda�o de bobagem que foi o epis�dio "The Siege of AR-558", 7T de DS9, n�o viessem a dar as caras, mas infelizmente eu estava errado. Requital tem seu foco em Reese, um dos federados que sobreviveram aos engajamentos em AR-558, e como ele est� enfrentando a guerra e a si mesmo desde ent�o, sendo que o conto em si se desenrola durante o epis�dio final de DS9, "What You Leave Behind", com o veterano federado armando um plano para assassinar a Female Founder, que aguarda julgamento. Apesar dos pesares, ainda que Requital tenha algo do mesmo ran�o pretensioso que "The Siege of AR-558" teve, ele per se n�o foi dos piores, e por se focar mais intensamente em Reese, e tamb�m Nog, outro veterano do engajamento, al�m de Sisko, o resultado l�quido de Requital foi longe de ser p�ssimo, ao contr�rio por exemplo do segmento original do qual teve origem.

Conclusões

Bem, livro lido, frigir dos ovos � qual poderia ser a avalia��o a Star Trek: Tales of the Dominion War? Para entendermos esta avalia��o, devemos voltar a fonte principal, que foi a s�rie da franquia onde a Guerra Dominion foi retratada. O ponto fundamental a se considerar sobre Jornada nas Estrelas: Deep Space Nine � que esta foi basicamente uma s�rie orientada a personagens. Tales of the Dominion War, por outro lado, � um livro orientado a trama � n�o se faz sua leitura para conhecer mais sobre os personagens de DS9, pois pouco est�o presentes. N�o se faz sua leitura para vermos necessariamente mais desenvolvimento sobre os personagens retratados no livro, pois tais personagens tem seus pr�prios livros, s�ries e filmes na franquia onde seu desenvolvimento principal ocorre. Portanto, fica claro que a inten��o b�sica de Tales of the Dominion War � demonstrar o que ocorria ao largo do universo de Jornada nas Estrelas na Guerra Dominion enquanto trama.

E � exatamente a� que o problema reside. Deep Space Nine foi uma excelente s�rie que n�o sofreu devido aos problemas da Guerra Dominion enquanto trama por o foco da s�rie estar voltado aos personagens, suas hist�rias pessoais, seus conflitos, sua intera��o. Contudo, por Tales of the Dominion War ser orientado a trama, o mesmo conseq�entemente sofre das defici�ncias do arco da guerra enquanto hist�ria: um conflito pol�tico, econ�mico, social e militar mal desenvolvido e mal retratado. Por esta raz�o eu sempre considerei este arco de hist�ria desnecess�rio a DS9, e ainda bem que a s�rie j� possu�a um lastro s�lido em seus personagens e tramas pessoais, pois sen�o tamb�m teria tido problemas.

Desta forma, � ir�nico que a qualidade que Tales of the Dominion War at� de alguma forma possui se deve gra�as aos elementos gerais da franquia que o livro traz ao todo da Guerra Dominion, e n�o o inverso. Blood Sacrifice � um conto interessante devido a focar em Spock; o �nico elemento intrigante de Night of the Vulture � a entidade Beta XII-A; e assim por diante. As exce��es a estes casos ficaram por conta de Eleven Hours Out (sozinho quase vale o pre�o do livro) e Safe Harbor, os dois melhores contos do livro e que s�o aqueles que conseguem tirar da Guerra Dominion boas situa��es de trama que a pr�pria DS9 muitas vezes n�o conseguiu. Men��o honrosa tamb�m fica para Mirror Eyes, pois embora eu n�o tenha gostado do formato do conto, seus pontos fortes s�o ineg�veis.

Portanto, uma coisa fica clara na minha eventual recomenda��o da obra. Independentemente da minha avalia��o pessoal dos m�ritos deTales of the Dominion War, se voc� gostou de DS9 devido a sua trama � tenha sido esta bem desenvolvida ou n�o � provavelmente voc� ir� apreciar bastante Tales of the Dominion War, e posso o recomendar. Agora, se voc� gostou de DS9 devido a seus personagens, ent�o voc� pode passar ao largo deste livro.

E finalmente, Tales of the Dominion War tamb�m presta um �timo servi�o, talvez involunt�rio, para a franquia: demonstra de maneira clara que para ser o que �, para ser o mito no qual se desenvolveu, para ter a qualidade que tem, a franquia de Jornada nas Estrelas pode, e deve, passar muito bem sem os exagerados elementos de Guerras & Batalhas que tanto tem tido nos �ltimos tempos. 

Avalia��o: de

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